
Quais são os níveis de proficiência em inglês que existem?
Author:
Juliana Veronese
Que falar inglês é importante, todo mundo já sabe. Poderíamos listar aqui pelo menos uma dúzia de benefícios, do ganho cultural ao sucesso profissional. Mas o objetivo deste artigo é tratar de um aspecto tão importante quanto dominar a língua mais falada do mundo e, no entanto, pouco difundido no Brasil: os níveis de inglês.
Afinal, se você pretende se candidatar a um curso ou emprego fora do país, é muito provável que seja questionado a respeito de sua fluência no idioma. E, nessa hora, não há “embromation”: os níveis de inglês são determinados por meio de critérios bastante objetivos, que explicaremos mais à frente.
Conhecer o seu nível de inglês também é fundamental para se aperfeiçoar no idioma, tendo uma visão mais clara dos pontos que já domina e dedicando tempo àqueles em que pode melhorar.
Por que devo saber meu nível de inglês antes de começar um curso?
Saber qual é o seu nível de inglês antes de começar um curso é essencial para garantir um aprendizado mais eficiente e alinhado aos seus objetivos. Ao fazer um teste de nível de inglês, você identifica se está no nível iniciante, intermediário ou avançado, evitando começar em um curso muito fácil ou difícil demais. Isso ajuda a otimizar o tempo de estudo, melhorar a assimilação do conteúdo e manter a motivação ao longo das aulas.
Além disso, cursos bem direcionados aceleram o desenvolvimento das habilidades de speaking, listening, reading e writing. Para quem busca fluência, esse diagnóstico inicial faz toda a diferença nos resultados.
Do ponto de vista educacional e prático, conhecer seu nível de inglês também permite escolher o curso de inglês ideal, seja presencial ou online, geral ou intensivo. Muitas escolas utilizam o teste de nivelamento para personalizar o plano de estudos e indicar o melhor método de aprendizagem. Isso é especialmente importante para quem aprende inglês para trabalho, viagens ou estudos no exterior.
Ao iniciar no nível correto, você evita frustrações, ganha mais confiança e percebe evolução real no domínio do idioma. Por isso, descobrir seu nível de inglês é o primeiro passo para aprender com qualidade e alcançar seus objetivos mais rápido.
Os níveis de inglês de acordo com o CEFR
O CEFR (Common European Framework of Reference for Languages – ou Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas, em português) é um padrão europeu utilizado no mundo todo para medir os níveis de compreensão e expressão (tanto oral quanto escrita) de uma língua. Ele vale para uma série de idiomas, não só o inglês.
O projeto do CEFR teve início em 1991, por iniciativa do governo suíço, e foi finalmente estabelecido em 2001, durante a celebração do Ano Europeu das Línguas.
Essa métrica estabelece uma escala de seis níveis de referência para o aprendizado de idiomas e para a homologação dos títulos de proficiência. Ela também ajuda e delimitar os parâmetros de domínio da língua em cursos de mestrado e doutorado, bem como de algumas vagas no exterior, como mencionamos no início deste artigo.
Por isso o CEFR é uma avaliação tão importante. Mas ainda que você não pretenda fazer um doutorado fora do país, vale a pena conhecer os seis níveis estipulados pelo quadro e entender o que cada um contempla. Vamos a eles:
Nível A: falante elementar
O “A” se refere ao falante elementar, ou seja, aos níveis básicos do inglês. Espera-se que o estudante compreenda expressões cotidianas simples e que consiga estabelecer uma conversa rápida. O nível A é dividido em dois subníveis:
A1: iniciante
Quem está neste nível deve saber utilizar expressões do dia a dia e frases básicas, conseguindo responder perguntas como nome, onde vive, em que trabalha, pessoas que conhece ou informar as horas, por exemplo. Normalmente nesse nível o estudante já consegue se comunicar com um nativo de maneira simples e pausadamente.
A2: básico
Além do repertório do A1, aqui o aluno consegue falar mais detalhadamente sobre a família, seu emprego e a geografia local. Segundo o CEFR, no nível A2 também deve ser possível “descrever de maneira superficial seus conhecimentos e necessidades imediatas”.
Nível B: falante independente
Este é o nível intermediário, quando já somos capazes tanto de compreender melhor um nativo como expressar ideias um pouco mais complexas sobre temas genéricos ou sobre nossa área de atuação. Aqui também há dois subníveis:
B1: intermediário
Descrever experiências, sonhos e desejos já faz parte do repertório. Espera-se ainda que o estudante deste nível consiga se comunicar com relativa desenvoltura em uma viagem de férias, por exemplo.
B2: independente
Como o nome sugere, neste ponto o aluno consegue estabelecer um diálogo com nativos do idioma sem que estes precisem fazer um grande esforço para entendê-lo. Ele também consegue ler textos sobre assuntos complexos – inclusive técnicos, desde que em sua área de atuação – e entender o noticiário. Na escrita, espera-se que uma pessoa no nível B2 possa defender pontos de vista, elencando vantagens e desvantagens de uma determinada opção.
Nível C: falante proficiente
Esse é o nível avançado ou o mais alto em que se pode chegar. Ele indica que o estudante é fluente tanto na escrita quanto na conversação. Trata-se do nível exigido para muitos trabalhos e cursos de especialização fora do país. Seus dois subníveis são:
C1: avançado
A pessoa é capaz de se expressar de maneira fluida, sem precisar de muito esforço para encontrar uma palavra ou organizar uma frase. Consegue também utilizar o idioma em textos acadêmicos e profissionais. Na leitura, o aluno percebe informações implícitas nas entrelinhas e, ao escrever, demonstra clareza e coesão na estrutura das frases, mesmo em assuntos de maior complexidade.
C2: domínio pleno
Trata-se do indivíduo fluente, capaz de entender praticamente tudo que ouve e lê. Para obter o certificado de nível C2, o estudante deve demonstrar proficiência na língua falada e escrita, sendo capaz de argumentar sobre temas complexos e apresentar seus argumentos de forma coerente e precisa.
Para entender mais detalhadamente o que cada nível exige em termos de leitura, escrita e compreensão oral, veja a tabela do Conselho da Europa.
Como são classificados os níveis de inglês nas escolas?
Agora que você já sabe os níveis de inglês segundo o CEFR, as principais escolas de idiomas classificam esses níveis de forma que sejam intuitivos para o aluno. Na Berlitz, por exemplo, escola focada no método de imersão cultural, cada módulo dos cursos de inglês funciona tanto para aulas online, de autoestudo ou presenciais. Veja a seguir:
Inglês para iniciantes
Habilidades de fala e compreensão são trabalhadas no curso para quem ainda não teve contato com a língua. Graças ao nosso método que simula a forma como aprendemos nossa língua materna, os alunos se comunicam em inglês desde a primeira aula. No primeiro nível, eles ganham conhecimento suficiente para se comunicar de maneira simples e, no segundo, expandem o vocabulário para atingir o domínio básico do idioma.
Inglês intermediário
Este módulo é dividido em quatro níveis: dois de habilidades intermediárias, nos quais o estudante aprende a falar sobre diferentes assuntos e adquire segurança na pronúncia e na escrita; e dois de habilidades intermediárias superiores, que preveem a comunicação para além das situações simples e também em contexto profissional.
Inglês avançado
Neste ponto em que o estudante já adquiriu o conhecimento fundamental, é hora de expandir os horizontes linguísticos e encarar situações mais complexas. Reuniões de trabalho, conversas ao telefone e outras situações que exigem fluidez do falante são abordadas de forma prática.
Posso subir de nível rapidamente?
Sim! Se você tem pressa para avançar no inglês e não abre mão da qualidade, o curso de Imersão Total é o mais indicado. Com aulas diárias das 9h às 18h – para praticar o novo idioma até na hora do almoço! –, ele é voltado para objetivos específicos, como uma viagem ou uma reunião, por exemplo. A prática diária garante ao aluno a expansão do vocabulário em tempo recorde.
Lembre-se de que o estudo de qualquer idioma é um processo contínuo. Assistir a filmes e séries, ouvir músicas e praticar a conversação na língua que deseja aprender são alguns dos caminhos para acelerar o processo. No caso do inglês, esses materiais são mais do que abundantes e certamente o ajudarão a ter mais intimidade com a língua e a avançar para os próximos níveis.


